
Eu estava lá, sentado e olhando, flertando com o aparelho de televisão e me entendendo com a imagem da Cyndi Lauper. Aquele confortável puf parecia ser o lugar menos desconfortável daquela noite e eu comecei a me sentir um pouco deslocado, pedi ajuda a um dos meus cigarros, encontrei alguns antigos amigos, tomei umas mordidas, desnecessárias, eu já estava me mordendo. Refrigerantes, sim, refrigerantes pra eu poder me lembrar no dia seguinte sem nenhuma dor de cabeça de quão frustrante teria sido aquela noite. As pessoas estavam me olhando, talvez com medo, até que um "oi, me empresta o isqueiro" quebrou o gelo e o encanto, mais refrigerantes, mais olhares e tentativas falidas de tentarem meu interesse. Meu pensamento ia pra algumas pessoas, aonde elas estariam? Longe, ou então estariam comigo, dançando e rindo. Percebendo a mim mesmo naquele ambiente patético, depois de ter feito dos meus cigarros meu consolo, eu me senti em uma daquelas cenas de Sex And The City em que a Carrie entra em "barcas furadas", depois dessa comparação eu me senti calmo, desci e peguei minha bolsa no porta volumes, sai caminhando pela porta e dando risada de mim mesmo, peguei o taxi mais próximo seguro em ir pra casa, mas sem um Big pra poder ligar quando se sente sozinho.
A.L

1 comentários:
Momentos de devaneio acaba se fazendo útil, esqueço-me de certos problemas e certas pessoas (sendo repetitivo aos problemas). Me vejo no mesmo tipo de pensamento que você teve sentado no PUF. Pena que estes pensamentos vem no PUF e quando menos esperamos PUFF. Uma nuvem que se formou e rapidamente já foi.
Apesar te sempre termos um BIG a disposição, ligo apenas em horário nobre, pois após a novela das oito corro risco de cair num dos cines privés da vida.
abração
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